O Sindicato APEOC tem demonstrado um compromisso ativo com a transparência e a justiça social ao trazer à tona suspeitas de irregularidades significativas. Recentemente, a APEOC encaminhou ao Ministério Público Federal uma denúncia envolvendo suspeita de fraude milionária nos repasses de recursos da prefeitura de Moraújo para o INSS. O Rombo poderá chegar a R$ 20 milhões de reais.

A seriedade das alegações levou à abertura de uma CPI pela Câmara Municipal, destacando o papel crucial do sindicato na defesa dos interesses dos servidores e na promoção de uma governança pública mais íntegra e responsável.

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Após pressões da população, a Câmara Municipal do Município resolveu instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o assunto. O pedido no Legislativo foi apresentado pelo vereador Antônio Carlos Oliveira, no início deste mês.

A Mesa Diretora da Casa, comandada pelo vereador Vandivan Sampaio, já acatou a solicitação, mas os trabalhos ainda não foram iniciados, pois falta a indicação dos membros da CPI pelas bancadas partidárias.

“Há cerca de dois anos comecei a receber denúncias de profissionais do Município dizendo que após consulta ao sistema, estavam faltando muitos meses de contribuição, até 30 meses, sendo que os valores já haviam sido descontados. Isso pode estar gerando um rombo de até R$ 20 milhões”, diz o vereador.

“Quando vi que o negócio estava crescendo, entrei em contato com o Sindicato Apeoc e a maior fonte de informações acabou sendo o próprio sindicado”, detalha.

No documento entregue ao Ministério Público Federal, o Sindicato Apeoc informa que as suspeitas estão sustentadas em documentos levantados por uma comissão municipal criada após as constantes denúncias dos trabalhadores.

Ao final, solicita investigação federal para averiguar as informações. A representação dos trabalhadores sugere que poderia estar havendo apropriação indébita por parte da gestão municipal.

Posição do município

Ainda na denúncia, o sindicato informa que após cobranças públicas sobre o assunto, a Prefeitura se manifestou, por meio da Procuradoria do Município, em sessão da Câmara Municipal, no dia 22 de fevereiro deste ano, afirmando que a Prefeitura de Moraújo já havia tomado providências e regularizado a situação.

Entretanto, as justificativas, ainda segundo o sindicato, não teriam sido embasadas por documentos, mas apenas por testemunho.