stop.violencia.escolas.200Em face da divulgação de sucessivos relatos que externam brutal e inconcebível violência no interior das escolas da rede pública de ensino, em particular, as do estado do Ceará, a direção do Sindicato APEOC não poderia ficar inerte diante da omissão dos nossos governantes. As insatisfações conduzem nossa instituição sindical à iniciativa de fazer algo que possa levar os Poderes Constituídos para além da reflexão sobre os efeitos desta grave epidemia de insegurança escolar – Situação que leva o profissional educador à condição de vítima indefesa dentro do seu próprio local de trabalho.

participe.registro.violenciaA título de colaboração para o efetivo restabelecimento de uma convivência pacífica na comunidade escolar, o Sindicato APEOC está criando, a partir de relatos enviados ao nosso site por diversos trabalhadores em educação,  um banco de dados que possa registrar todos os atos delituosos que vêm  ocorrendo nas dependências das unidades de ensino.

De posse destes dados estatísticos, o Sindicato APEOC objetiva auxiliar o Poder Público e segmentos da sociedade na construção de um projeto de escola e educação que venha combater essa irracional violência que ocorre hoje no contexto da escola.

Violência que está se agravando dia a dia, e, fugindo ao alcance do poder coercitivo, e também educacional e civilizatório, que deveria ter o Estado. Situação que parece não estar sendo percebida pelas decisões políticas de governo e por razões até então desconhecidas na opinião pública.

Os índices da violência na escola pública cearense estão crescendo e os poderes constituídos não sinalizam perspectiva de ação efetiva que possa estancar ou minimizar as lamentáveis consequências dessa nova realidade social-educacional-pedagógica. Tanto que, diariamente, a imprensa e as redes sociais de comunicação divulgam fatos inéditos de agressões físicas e verbais contra educadores – lutas corporais entre alunos por motivos banais –, comércio (compra e venda) de drogas nas proximidades das unidades escolares, entre tantos outros.

Esse nefasto momento social no âmbito da escola estimula a indisciplina – a falta de respeito ao educador –, menosprezo à vida adolescente. Tudo isto colocando em xeque a autoridade e a responsabilidade administrativa daqueles que exercem cargos outorgados pela iniciativa popular.

Sem opção e lutando contra o medo está o profissional educador, pedindo afastamento ou demissão do cargo que exerce no magistério. Realidade que se associa ao baixo salário e a falta de estímulo ao exercício deste mesmo magistério.

Violência é assunto complexo, e nefasto! No entanto, a omissão dos gestores públicos é comportamento ainda mais nefasto dado ser a escola pública o principal lugar de aprendizado da maioria da população brasileira.

A responsabilidade de pacificar o ambiente escolar é de todos, principalmente do Poder Público, representado pelos seus gestores, eleitos pelo povo. A sociedade, como está previsto nos textos constitucionais, não pode se isentar de também colaborar para o pleno êxito do processo educacional.

Obrigatoriamente, cada um deveria fazer a sua parte – estudantes; pais de alunos; educadores; instituições privadas; sindicatos e associações; Poder Público e seus governantes. A violência não pode nem deve hastear bandeira na escola pública! Caso isto seja permitido, não existirá aprendizado nem muito menos paz social que possam conduzir nosso país, e nosso estado, ao patamar de desenvolvimento que necessita.

O Sindicato APEOC, com a colaboração de todos os profissionais educadores das escolas públicas do Ceará, quer fazer – e irá fazer! – a sua parte em favor da paz na comunidade escolar.

Participe!  Faça aqui seu relato!