A aprovação recente, em 1ª discussão, de um projeto na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, que altera o entendimento de hora/aula de 50 minutos para uma hora cheia (60 minutos) e promove a retirada de outros direitos dos servidores públicos, desencadeou protestos intensos de profissionais da educação e demais servidores. Essa mudança, além de ampliar a carga de trabalho sem reajuste salarial proporcional, se apresenta como mais um ataque à valorização docente, comprometendo a qualidade do ensino e desrespeitando direitos historicamente conquistados. O cenário preocupante no Rio, somado a ataques em outros estados, evidencia o descaso com a educação pública e uma onda perigosa de retrocessos nos direitos dos profissionais da educação. É urgente a necessidade de organização da categoria para reverter esse cenário nacional e proteger a educação e os direitos de seus trabalhadores.
Nós, do Ceará, devemos observar com atenção esses ataques, pois não somos uma ilha isolada nessa conjuntura nacional. A precarização da educação pública e os ataques aos direitos de seus profissionais estão em curso em várias partes do Brasil, e a união da categoria é fundamental para impedir que medidas semelhantes sejam implementadas em nosso estado. Esse caso, somado à onda de privatização das escolas públicas em processo avançado nos estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais, além de cortes na área e do processo de robotização da profissão docente, é um fenômeno sério que exige da educação organização, habilidade política e luta. Nesse momento de fragilidade e ameaças, reafirmamos a importância da mobilização coletiva como principal instrumento para proteger nossos direitos e preservar a dignidade do trabalho docente.
Por isso, conclamamos todos os profissionais da educação do Ceará a participarem ativamente dos encontros regionais da Campanha Salarial 2025. Esses espaços são fundamentais para fortalecer a nossa unidade, discutir estratégias de defesa de nossos direitos e avançar na luta por uma educação pública mais valorizada e respeitada. Só com organização e resistência conseguiremos impedir retrocessos e garantir melhores condições de trabalho e ensino para todos. É a nossa luta coletiva e organizada que pode criar uma barreira para proteger nosso estado desse projeto violento contra a educação pública.
Diante disso, nos solidarizamos com os professores violentados e com o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Estado do Rio de Janeiro (SEPE), que, além de enfrentarem este cenário de ataques aos direitos, ainda foram recebidos com violência na Câmara Municipal do Rio. Não é possível aceitar ou normalizar agressões contra os profissionais da educação, principalmente quando estão em luta para defender seus direitos e uma educação pública de qualidade e socialmente referenciada. Reforçamos nosso apoio à categoria, que se encontra em greve desde o dia 25 de novembro. Estamos juntos, do Ceará ao Rio de Janeiro, mobilizados e em luta pela educação e seus profissionais!














