O movimento paredista dos profissionais da Educação de Paracuru já dura mais de uma semana. Nesta quarta-feira (11), os servidores se reuniram em Assembleia realizada pelo Sindicato APEOC e decidiram, por unanimidade, manter a greve, iniciada oficialmente no dia 09 de outubro, após transcorrer as 72h do comunicado oficial à Prefeitura.

A assembleia foi realizada no Salão Paroquial de Paracuru e reuniu dezenas de profissionais da Educação. O encontro foi liderado pelo presidente da Comissão Municipal do Sindicato APEOC da cidade, Eudásio Gomes, e contou com a presença do vice-presidente estadual da entidade, Reginaldo Pinheiro, e do assessor sindical, Kim Lopes.

A luta continua!

Professores e funcionários da Educação da cidade paralisaram as atividades no dia 04, depois de muitas tentativas de negociação com o Executivo, que resolveu suspender o pagamento dos quinquênios.

A assembleia começou com os informes do comando de greve e o relato do trabalho das diversas comissões formadas para mobilizar os servidores. A avaliação é que a greve continua forte e mantém a adesão dos profissionais de Educação do município, que reconhecem o direito de paralisar o trabalho para não permitir que direitos históricos sejam cassados. Durante o encontro, o vice-presidente do Sindicato APEOC reforçou o apoio da direção da entidade aos servidores de Paracuru nesse momento delicado da luta da categoria. Foi apresentado ainda um vídeo com um depoimento do deputado estadual Elmano Freitas em apoio aos professores.

Reginaldo Pinheiro também atualizou a categoria a respeito do enfrentamento jurídico da greve. Na última semana, os advogados da APEOC entraram com um mandado de segurança no Fórum de Paracuru para garantir a continuidade do pagamento dos quinquênios. O juiz já despachou e deu um prazo de 72h para a Prefeitura se pronunciar. O tempo termina nesta segunda-feira (16).

Precatório do Fundef

O advogado responsável pela ação do precatório do Fundef também compareceu à reunião e detalhou os passos do processo. O recurso continua bloqueado mas a Prefeitura entrou com um agravo de instrumento questionando a tese do Sindicato APEOC de que 60% dos recursos devem ir pro bolso dos professores. A banca jurídica responsável pelo caso continua trabalhando para manter o bloqueio da verba e garantir que o dinheiro seja repassado para os profissionais do Magistério.