Eleição aconteceu em Brasília, durante 33º Congresso.

Mais de 2.500 representantes da educação do Brasil elegeram a Chapa 30 – Resistência e Luta, para a próxima gestão, com 86,8% do total de votos. Com a vitória, Heleno Araújo assume a presidência da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

Resultado da aliança de seis forças políticas dentro da Confederação, a nova diretoria avalia que 2017 será um ano crucial, com muita união e mobilizações. A agenda de lutas deve começar já em fevereiro, antes do carnaval, com a preparação para a greve geral da educação, prevista para 15 de março.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, parabeniza a nova direção e reforça a necessidade de manter a agenda de lutas focada na bandeira “Fora Temer com Diretas Já e nenhum direito a menos, contra a reforma da previdência e trabalhista.” Freitas elogiou, ainda na abertura do 33º Congresso, a iniciativa da CNTE em realizar a atividade em janeiro, para impulsionar a luta pela resistência.

Segundo ele, a educação é o ramo que mais se organizou ao longo de 2016 para combater o governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB), que está depositando a conta da crise no bolso da classe trabalhadora: “juntamente com os rurais, a educação pode contribuir de forma especial no processo de mobilização contra a retirada de direitos e as conseqüências do golpe de Estado que o país está sofrendo. É um dos setores que tem maior capilaridade no Brasil e essa capacidade de estar em todos os lugares, juntamente com a organização da categoria, que vem se aperfeiçoando nos últimos anos, é fundamental para o processo de retomada da democracia”, avaliou Freitas.

De acordo com o novo presidente da CNTE, as reflexões e questionamentos durante o 33º Congresso indicaram a disposição de um processo de unificação e de luta. Heleno Araújo destacou que é preciso buscar por outros espaços “para que possamos marchar enquanto classe trabalhadora juntos, reunidos e firmes para barrar este golpe e restabelecer a democracia no país.” Araújo reforçou, ainda, que a luta é para evitar que os direitos da classe trabalhadora sejam perdidos e para “avançar naquilo que ainda é preciso na área da educação e de outros direitos sociais pela população brasileira como um todo”, concluiu.

Três chapas se inscreveram para disputar o pleito. Além da vencedora, a Chapa 10 –Independência e autonomia: colocar a CNTE na rua contra os ajustes de Temer e do Capital, contou com 9,7% dos votos e a Chapa 20 – Não ao golpe: unidade para lutar, contabilizou 3,3%.