A pesquisa intitulada “Arte: da inquietação à construção da cidadania”, busca analisar a vivência da arte na escola, e sua influência no desempenho conceitual, atitudinal e procedimental dos alunos que praticam alguma forma de arte no cotidiano escolar, considerando sua interferência no processo de aprendizagem e de construção da cidadania. Nossa investigação dar-se-á a partir do Projeto Faça Arte, Faça Parte, da Escola de Ensino Fundamental e Médio Egídia Cavalcante Chagas, localizada na cidade de Morada Nova/Ce.
Consideramos a arte uma necessidade humana, e um recurso didáticopedagógico que levará os alunos a vivenciar diversas linguagens artísticas, de modo que a arte desperte-os para a cidadania construída e exercida dentro e fora da escola. Dentre os teóricos que referendam nossa pesquisa, citamos Firsher, que mostra que a função da arte é esclarecer e incitar à ação, contudo, é igualmente necessário seu teor de mágica, caso contrário, deixará de ser arte. A arte é necessária por duas premissas: para que o
homem conheça e mude o mundo, e para que proporcione uma certa magia que lhe é inerente. Chauí que argumenta que o pensamento estético de esquerda estabelece uma relação entre arte e sociedade, atribuindo-lhe uma função pedagógica que é a tarefa de crítica social e política, interpretação do presente e imaginação da sociedade futura. A arte deve ser engajada ou comprometida, isto é, estar a serviço da emancipação do gênero humano, oferecendo-se como instrumento do esforço da libertação. É nessa
perspectiva que investigamos a arte na escola, e que o Projeto Faça Arte, Faça Parte, busca trilhar para os jovens e adolescentes que se encantam pela arte, desenvolvendo assim suas habilidades, ao mesmo tempo em que se vê como sujeito de suas próprias ações, capaz de atuar na sociedade.

Tomé e Silva


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