O texto pretende analisar os processos trabalhistas da Junta de Conciliação e Julgamento da cidade de Fortaleza, nos anos de 1930 e 1940, de trabalhadores de várias categorias profissionais, como padeiros, serventes, operários, comerciários, auxiliar de leiloeiro, de escritório, buscando perceber os conflitos, intolerâncias e negociações entre patrões, trabalhadores e juízes, quando da aplicação ou não das leis trabalhistas, bem como os significados da Justiça do Trabalho para a sociedade local. Buscamos realizar uma discussão historiográfica sobre o tema, contextualizando a Justiça do Trabalho, sua implantação e
funcionamento e suas relações no mercado de trabalho. A história oral é mais um instrumento para a discussão da temática, em que os depoimentos podem evidenciar os (re)significados das teias de relações estabelecidas entre justiça, patrão e empregado. A imprensa local também contribui na compreensão desses emaranhados mundos dos trabalhos.

Maria Sângela de Sousa Santos Silva


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