Casos recorrentes preocupam alunos, pais, gestores e outros integrantes da comunidade escolar

Com frequência, problemas de saúde afastam professores das salas de aula e as doenças vocais são as queixas mais rotineiras.

Para o secretário de Assuntos Educacionais do Sindicato dos Professores e Servidores da Educação do Ceará (Apeoc), Sérgio Bezerra, os casos não são individuais, chegando a um grande número de escolas reclamantes, especialmente na rede pública. O que pode ser explicado, segundo Bezerra, pela sobrecarga de cobrança por melhores resultados por parte dos gestores.

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria da Educação do Estado (Seduc), um projeto de acompanhamento de doenças funcionais tem sido feito e os dados apontados em relatório não comprovam que o assédio moral seja a maior justificativa para licença médica. Entretanto, somente neste ano, duas denúncias de grande repercussão em escolas públicas já foram levadas à Seduc. Numa delas, a comunidade escolar está realizando protestos contra a direção. Trata-se da Escola de Ensino Fundamental e Médio Anísio Teixeira.

A comunidade escolar acusa a direção de atos severos e destemperados que, segundo ela, tem prejudicado a escola.

Ouvidoria

Segundo funcionários, a Seduc começou um processo de ouvidoria, na tentativa de averiguar os problemas na unidade. Funcionários afirmam que o problema já havia sido comunicado à Superintendência de Educação de Fortaleza.

O outro caso, ainda aberto, é o da Escola de Ensino Profissionalizante Juarez Távora. Em maio deste ano, foi publicado no Diário Oficial do Estado do Ceará uma portaria com abertura de sindicância escolar na unidade de ensino. A fim de dar continuidade aos processos instaurados no mesmo ano, uma comissão foi formada para levantar dados sobre denúncias feitas ainda em abril.

ALERTA

“Os casos não são individuais, chegando a um grande número de escolas reclamantes”, afirma Sérgio Bezerra, Secretário para Assuntos Educacionais da Apeoc.
(Com informações do Diário do Nordeste)

Escola Anísio Teixeira

A administradora acusada de agressões morais gera tumulto em porta de escola, no bairro Bela Vista

Alunos e funcionários da Escola de Ensino Fundamental e Médio Anísio Teixeira, na Bela Vista, envolveram-se num tumulto, na tarde do último dia 01/09. Na última quarta-feira, eles realizaram um protesto contra a diretora (identidade preservada) da unidade, a qual acusam de abuso de poder e assédio moral.

Na quinta (02/09), por volta das 13 horas, a gestora tentou entrar na escola, o que deixou os alunos revoltados. A confusão era generalizada, quando a Polícia foi chamada. Um dos alunos, menor de idade, chegou a ser apreendido pelos policiais e, em seguida, liberado, de acordo com a sua mãe, que se dizia bastante indignada com as atitudes da administradora.

Os professores também reclamam de agressões verbais e assédio moral. Fábio Rodrigues, professor da escola, que está de licença médica, diz estar muito abalado devido à violência que sofreu. “Não consigo nem ver o carro da diretora. Quando entro na escola, já fico nervoso”, disse ele.

As inúmeras reclamações contra a diretora não se restringem aos professores. Até a merendeira Maria Aparecida Correia, que há nove anos trabalha na escola, foi transferida da cozinha para a faxina. “Ela (a administradora) me proibiu de entrar na cozinha e disse que não queria ver nem minha sombra lá”, reclamou Aparecida. De acordo com os professores, a maioria do corpo docente está contra a diretora. “Dos 42 professores, apenas dois estão a favor dela”, garantiu a professora Márcia Felix.

Estado

O relações públicas do Comando Geral da Polícia Militar, major Marcus Costa, disse que não tinha conhecimento do ocorrido na escola, mas explicou que, se o aluno foi contido temporariamente por um dos policiais, foi para preservá-lo de cometer um possível ato delituoso. A assessoria de imprensa da Secretaria da Educação do Estado (Seduc) informou que a secretária, Isolda Cela, determinou que a ouvidora e a coordenadora da Superintendência das Escolas Estaduais de Fortaleza realizem visitas à escola, o que, garantiu a Seduc, já está ocorrendo há alguns dias.

Conforme a assessoria, somente após as visitas é que serão elaborados relatórios e encaminhados à secretária, que irá definir uma posição.
(Com informações do Diário do Nordeste, 03/09/2010)