No Brasil há 77 milhões de não leitores, dos quais 21 milhões são analfabetos. A média anual dos 95 milhões de leitores é de 1,3 livros.

Apesar do avanço de outras formas de disseminação da informação e da cultura, continuamos a viver em uma sociedade letrada. Por isso, a falta de acesso ao letramento ou seu precário domínio significa exclusão de inúmeros conhecimentos e de possibilidades de fruição estética representadas, especialmente, pela literatura.

A existência de analfabetos no século XXI – ainda que, nos últimos anos, tenha baixado para 7% – já representa uma grave distorção. Não existem mais razões técnicas, científicas ou pedagógicas para que milhões de brasileiros tenham dificuldade para cumprir rotinas elementares, como tomar um ônibus, ler um bilhete ou uma legenda na televisão.

Os números, porém, mostram que a questão da leitura não está somente associada à alfabetização. Em geral, o brasileiro lê pouco. As médias são relativas, mas, quase sempre, trazem alguma referência. No caso, mostram que o brasileiro alfabetizado lê pouco mais de um livro em 365 dias.

Como o problema é da sociedade, mais que dos indivíduos, é necessário ter políticas públicas voltadas para a leitura. Existem iniciativas do governo federal, de governos estaduais e municipais. Contudo, elas precisam ser replicadas. As próprias escolas e universidades estão desafiadas a ser verdadeiros laboratórios de formação de leitores. Não custa quase nada e vale muito: para esta geração e para as futuras.