O Ceará é o estado do Nordeste que apresenta mais experiências de escolas públicas em tempo integral (que possuem jornada de, pelo menos, sete horas diárias), de acordo com pesquisa encomendada pelo Ministério da Educação (MEC).

O Estado apresenta 43 exemplos de colégios que adotaram o sistema, de um total de 27 municípios que responderam ao questionário enviado às Secretarias Municipais de Educação. Trata-se de uma pesquisa nacional desenvolvida pelas universidades federais do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), de Brasília (UNB), de Minas Gerais (UFMG) e do Paraná (UFPR), a pedido da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), vinculada ao MEC, com o objetivo de divulgar as experiências em tempo integral existentes no País.

No entanto, todas as escolas que adotam, hoje, o sistema no Ceará são de Ensino Médio, ou seja, geridas pelo Governo do Estado. De acordo com o pedagogo e mestrando em Educação da UniRio, que participa da elaboração da pesquisa, Valdeney Lima, as escolas municipais de Fortaleza, de Ensino Fundamental e que implementaram o método, utilizam o programa Mais Educação, do Governo Federal.

O pedagogo Valdeney Lima explica que a saída não é só aplicar o método de tempo integral nas unidades de ensino. “O tempo tem de ser aproveitado qualitativamente. Não basta ampliar o período de funcionamento”.

Para ele, o sistema não é a salvação, mas pode ser o caminho para a melhoria da educação do ensino público. A coordenadora de Educação Profissional da Secretaria Estadual de Educação, Tereza Barreto, não tem dúvida de que a escola em tempo integral é uma forma eficaz de melhorar esse ensino.

“É uma maneira de investir na juventude por meio de um processo de educação diferenciado”, disse.