Artur Bruno quer levar o relatório à consideração dos colegas nos próximos dias. FOTO: JOSÉ LEOMAROs deputados deverão conhecer o documento feito pela comissão de Educação, nos próximos dias, segundo o relator

O presidente da Comissão de Educação, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa, deputado Artur Bruno (PT), informou que concluiu o relatório elaborado por sua assessoria das visitas que realizou em 26 escolas públicas estaduais no Município de Fortaleza, de 15 de abril até o fim de junho passado.

Apesar do referido colegiado ser formado por Bruno e mais seis titulares e outros sete suplentes, o petista disse que apenas ele, sua assessoria e parte da equipe da comissão fizeram as vistorias e buscaram os dados específicos.

A justificativa para o trabalho solitário foi de que, no referido período, os parlamentares estavam em articulações para formação das coligações proporcionais, sendo realizadas, no referido período, as convenções partidárias, que, segundo ele, somadas à própria campanha eleitoral, atrapalharam também o andamento dos trabalhos na própria Assembleia Legislativa.

Ele quer votar o relatório na Comissão de Educação até o fim deste período legislativo. Entre os dados coletados, das 26 escolas estaduais em Fortaleza, foram avaliadas as estruturas das escolas, quadro de professores, proficiência, acessibilidade e participação da comunidade.

Nestes quesitos, os dados que preocupam são o baixo rendimento das escolas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), a estrutura física e valorização do magistério (problemas de doenças nas cordas vocais, rinites e estresse que sofrem os professores da rede). Porém, o relatório também apontou aspectos positivos, entre os quais a existência de laboratórios de informática e ciências em quase todas as escolas e alimentação (merenda) de qualidade servida aos alunos.

Rendimento

Para o parlamentar, a avaliação geral nas 26 escolas de ensino médio do Ceará na Capital cearense é “razoável”. No relatório do petista, um dos dados que chama a atenção foi o baixo rendimento da maioria das escolas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) do Governo Federal.

Das referidas unidades, apenas duas alcançaram nota igual ou superior a média estadual no referido indicador, que foi de 4,4. Outras três não informaram suas pontuações, duas não participaram e uma não faz parte do sistema seriado, portanto não faz IDEB e nem Spaece.

Bruno aponta que mais da metade dos professores das 26 escolas (50,96%) são temporários, enquanto 49,04% são efetivos. “No entanto, esse dado com certeza mudou por causa da posse dos concursados, há pouco tempo, e a nossa pesquisa remete a junho”, justificou o petista, embora ele cite que o Estado ainda tem uma deficiência de mil vagas, baseado em dados do Sindicato APEOC,  principalmente em disciplinas como Física, Química, Biologia e Matemática.

Outro ponto criticado no relatório é que 53,85% das 26 escolas estaduais em Fortaleza, não possuem estrutura adequada para alunos com deficiência. O documento cita que, até mesmo nas unidades em que há equipamentos desta natureza, os profissionais da educação não recebem treinamentos e capacitações para lidar com as especificidades demandadas pelos alunos. A única exceção, diz o relatório, é a Escola de Ensino Fundamental e Médio Johnson.

(Diário do Nordeste, 29/11/2010)