Além do mau desempenho na educação, de aproximadamente 70 prefeituras cearenses, segundo nova metodologia de distribuição do imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS), lógica adotada pelo governo do Estado, outras 30 prefeituras estão na relação de 895 municípios brasileiros e de nove estados que vão ficar sem o repasse financeiro do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) do Ministério da Educação. Isto significa: alunos matriculados na rede municipal de ensino sem merenda escolar. Por quê? Porque os gestores municipais não constituíram os Conselhos de Alimentação Escolar e, por isso, não há como apresentar prestação de contas referente ao que receberem as prefeituras, em 2008.

Estão nesta situação de irregularidade as prefeituras de Alto Santo, Amontada, Aratuba, Baturité, Capistrano, Cariús, Catunda, Coreaú, Croata, Farias Brito, General Sampaio, Granja, Granjeiro, Ibaretama, Ibiapina, Irauçuba, Madalena, Marco, Martinópole, Milagres, Palmácia, Pedra Branca, Quiterianópolis, Quixeramobim, Saboeiro, Santana do Cariri, São Luis do Curú, Taboleiro do Norte, Trairi e Ubajara.

Para evitar que as crianças sejam prejudicadas com a falta da merenda escolar, o Ministério da Educação estuda possibilidade de viabilizar a liberação dos recursos, diretamente para as escolas das prefeituras cearenses que deixem de regularizar documentação, ou que deixem de prestar contas do que receberam. Realidade que ainda acontece por falta de seriedade no lidar com recursos públicos neste país.