A crescente violência nas escolas públicas expõe um problema social grave que precisa de urgente solução. Uma pesquisa elaborada pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2019, evidência este fato alarmante: o Ceará é o 2º estado do Nordeste onde mais educadores foram vítimas de ameaças ou agressões dentro do âmbito escolar.

A pesquisa foi realizada com 47 mil diretores e docentes de escolas públicas de ensino fundamental e revelou que 375 desses profissionais já sofreram atentados à vida ou ao patrimônio. Os gestores apontam também ocorrências de alunos que frequentaram a escola sob efeito de álcool e/ou drogas ilícitas, portando armas branca ou armas de fogo.

A violência tem prejudicado o direito à educação e ameaçam a qualidade de trabalho e convivência do ambiente escolar. O Sindicato APEOC, representante dos profissionais da Educação da rede estadual e redes municipais do Ceará, ressalta seu papel na luta por um ambiente escolar digno, onde haja respeito e confiança, onde a violência não tenha vez.

De acordo com o vice-presidente da APEOC, Reginaldo Pinheiro, a violência nas escolas é um reflexo do que ocorre na própria sociedade. Para ele, os dados levantados na pesquisa trazerem informações de maneira fidedigna e servirão de suporte para definição de políticas públicas. Segundo Reginaldo, muito das vezes os professores e alunos sentem dificuldade em registrar a violência ocorrida por não saberem a quem recorrer e pela a insegurança diante do ato de denunciar.

O Sindicato APEOC vem cobrando políticas públicas que subsidiem as escolas e o sistema de ensino a tratar da maneira mais adequada do problema de violência contra os professores e contra os educandos. A entidade defende e promove medidas que adotem a cultura de paz e o diálogo nas escolas e reivindica ações sociais e políticas de segurança para garantir a integridade dos servidores.