De acordo com a psicóloga, mestre em Educação e professora da Universidade de Fortaleza (Unifor), Terezinha Façanha Elias, assuntos como a violência física e psicológica não podem ser abafados, precisam ser discutido com os alunos em sala de aula. “O problema tem que ser evidenciado, pois é muito importante aproveitar este momento para ouvir as crianças, educadores, pais e, a partir daí, trabalhar com esses sentimentos”, afirma.

Segundo a psicóloga Rosane Müller, também professora da Unifor, o efeito da violência depende de cada criança: “Algumas reagem de forma mais forte e outras, menos forte, mas é inegável, violência deixa sequelas”, ressalta.

Para Rosane, os familiares devem ser os primeiros a tentar contornar o trauma. De acordo com ela, a psicoterapia é indicada para situações em que a família tenta e não consegue resolver.

Na opinião de Terezinha, o encaminhamento depende da intensidade com que o trauma foi vivido, mas é preciso cuidar das pessoas envolvidas. Conforme Terezinha Façanha, caso uma criança do colégio tenha sido tocada de forma especial, ela também deve ser cuidada. “Por isso, é importante discutir o assunto e não abafar”, disse a psicóloga.