O jornal Diário do Nordeste publicou ontem, em editorial, que a gripe A (H1N1) já provocou mudanças no calendário escolar das aulas nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, e, destaque no Ceará as entidades estão orientando pais, alunos, a não se preocuparem, apesar da necessidade de precauções. Transcrevemos alguns dos textos do editorial:

“Embora em estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul o retorno às aulas tenha sido adiado em algumas instituições, em Fortaleza não deve acontecer o mesmo. Pelo menos por enquanto. Tanto que o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Ceará (Sinepe) está orientando pais e responsáveis pelos estudantes a não se preocuparem e a só deixarem as crianças e adolescentes em casa se estes estiverem gripados .

A intenção da entidade é garantir a volta às aulas com segurança e saúde. De acordo com o presidente do Sindicato, professor Airton de Almeida Oliveira, as instituições de ensino estão preparadas para dar início às atividades na próxima segunda-feira (dia 3 de agosto), apesar do crescimento do número de casos comprovados de gripe A (H1N1).

Para tranqüilizar pais, responsáveis, professores e funcionários de estabelecimentos de ensino particulares, o presidente avisa que o endereço eletrônico da entidade traz informações sobre o tema. “Nosso objetivo é orientar não só os associados, mas toda a comunidade escolar, bem como auxiliar na divulgação de dados advindos do Ministério da Saúde”, justifica Almeida Oliveira.

Em estabelecimentos de ensino, creches, ambientes de trabalho, asilos, quartéis, ambientes prisionais, quando a investigação epidemiológica identificar a ocorrência de casos suspeitos de gripe suína, com vínculo epidemiológico, pode ser adotada pela vigilância em saúde local a suspensão temporária de atividades.

Nesses casos, devem-se considerar o número de pessoas afetadas, características dos ambientes, existência de pessoas com fatores de risco). A interrupção das atividades deve considerar o período de transmissibilidade da doença (até sete dias para adultos; e 14 dias para crianças).

Em creches, cuidadores e crianças devem lavar as mãos e os brinquedos com água e sabonete e após contato com secreções nasais e orais das crianças. Além disso, os cuidadores devem observar se há crianças com tosse, febre e dor de garganta. Em caso positivo, os pais devem ser informados de imediato, e a criança, mantida fora da presença dos colegas. O ideal, portanto, é que a criança fique em casa”.