Questionada sobre a falta de professores denunciada nas escolas, a Secretaria Municipal da Educação (SME) optou por responder por e-mail. Tereza Cristina, assessora de Gestão do órgão, foi indicada pela Secretaria para responder aos questionamentos.

Ela afirmou que “a carência de professores sempre vai existir porque sempre ocorrerão licenças médicas e carências decorrentes de aposentadoria.” De acordo com ela, a carência é acompanhada diariamente. Na última sexta-feira, ela era de 32 professores.

Esse número, no entanto, não inclui as carências “permanentes” da rede, que incluem as aposentadorias e que deverão ser avaliadas para determinar se haverá uma nova convocação de professores efetivos do último concurso no início deste ano. Já os professores substitutos representam em torno de 9% da rede. Eles são convocados, segundo a SME, somente para suprir as carências temporárias, motivadas por licenças.

Sobre a interrupção das aulas e a necessidade de recuperar carga horária e conteúdo, a assessoria de Gestão da SME diz que “a reposição é assegurada para que nenhum estudante seja prejudicado”. Ela acrescenta que as aulas extras acontecem em outro turno ou, à medida em que outras disciplinas são finalizadas, os horários são preenchidos com aulas das disciplinas que precisam de reposição de aula. Numa das escolas procuradas pelo O POVO, no entanto, a diretora ainda esperava que um professor fosse lotado para dar as aulas no contraturno. Em outra escola, a diretora nem sabia informar quantos professores faltava.

O POVO também perguntou à SME o porquê de os alunos ficarem com carga horária ociosa diante da falta de professores. A resposta foi: “A Secretaria orienta que, em horários ociosos, os estudantes sejam envolvidos em outras atividades. Para isso, orienta-se que espaços como biblioteca e laboratório de informática sejam utilizados. Recomendamos ainda que os estudantes participem de
projetos nas escolas.”

Fonte: O povo