O Chamado aumento de salário que concede o governador Cid Gomes, anualmente, aos 144 mil servidores do Poder Executivo (98 mil ativos, 38 mil inativos e 15 mil pensionistas) não vai além de reposição dos percentuais da inflação que ocorre nos últimos 14 meses. Vem sendo assim desde 1995 por todos os governadores do Estado. Portanto, há 14 anos, o funcionalismo não tem aumento real de salário. Muito pelo contrário. Neste período de 14 anos, em alguns casos, nem o percentual inflacionário do ano foi reposto, a exemplo do que ocorreu nos anos de 1997 e 1999.

Em decorrência da não reposição real dos percentuais da inflação acumulada, muitos dos servidores do Estado têm crédito a receber, em torno de 68%. Se o governo concedesse hoje reposição de 68% sobre os vencimentos, não estaria fazendo nenhum favor ao servidor, mas apenas repondo aos salários o poder de compra vigente em 1995.

O último aumento foi concedido em março de 1995 pelo então governador Tasso Jereissati, de 55%, e, com o advento da Lei de Responsabilidade Fiscal, os gestores públicos encontraram explicações para congelar salário e achatar o poder de compra do servidor. Política selvagem contra o funcionalismo público em todos os âmbitos da administração: federal, estadual e municipal.