Por Barbara Câmara
A introdução do sistema híbrido – parte remoto e parte presencial – já tinha sido anunciada pelo governador Camilo Santana como aposta para o ano letivo de 2021. Agora, a decisão pela adoção de qual modelo adotar poderá ser decidida individualmente por cada escola, em diálogo com toda a comunidade escolar. Segundo o Sindicato dos Professores e Servidores da Educação do Ceará (Apeoc), diante deste modelo foi sugerido pela instituição, em reunião hoje (21), que o professor poderá decidir se dá aula presencial ou on-line.
A associação propôs, ainda, que os professores da rede pública também possam optar por participar ou não das atividades presenciais, caso o ensino híbrido seja adotado em sua unidade. Esse processo seria acompanhado por uma comissão formada por entidades estudantis, pele próprio Sindicato Apeoc e a Seduc, para monitorar as comunidades atendidas por cada escola.
Retorno com segurança sanitária: “Nós iremos verificar se as comunidades têm condições de iniciar o ensino híbrido. O início das atividades presenciais, de forma parcial, só deverá acontecer nos conformes da segurança sanitária, das reformas e na garantir do acesso às tecnologias. A comissão vai cumprir esse papel, de verificar isso”, declarou Anízio Melo, presidente do Sindicato.
Segundo ele, as propostas apresentadas já foram acatadas pela Secretaria da Educação. A reportagem entrou em contato com a Pasta para confirmar a decisão, e aguarda o retorno.
“Nós conseguimos realizar o ano letivo de 2020 de forma remota, e precisávamos garantir os insumos, as reformas e as estruturas para que pudéssemos passar para o sistema híbrido”, acrescenta Anízio Melo. “Assim, a gente consegue dialogar com a realidade de uma pandemia que ainda não foi controlada. Os dados nos preocupam, e nós vamos estar atentos a qualquer mudança, de forma geral, nessa crise sanitária”.
O presidente do Sindicato reforça que, durante a reunião, foi cobrada também a inclusão dos profissionais da Educação nos grupos prioritários da campanha de vacinação contra a Covid-19.