Blitz promovida pelo Sindicato – APEOC comprovou: “escola sem professor, professor sem escola, alunos sem aulas!” confirma carência de professores nas escolas municipais. Os alunos do 6º ano de uma escola municipal do Álvaro Weyne conversavam na calçada por volta das 11 horas de ontem. Deisy Herle de Sousa, 11, era uma delas. A garota teve apenas uma aula de ciências desde o começo do ano letivo, “porque a professora adoeceu, e o substituto nunca chegou”.

Em resposta a denúncias de pais insatisfeitos com a falta de professores dos filhos – estudantes de escolas municipais de Fortaleza, o Sindicato dos Servidores e Professores em Educação do Estado do Ceará (Apeoc) realizou terça-feira, dia 14, o primeiro dia de blitze nas instituições de ensino municipais.

As escolas visitadas são da área da Secretaria executiva Regional (SER) I, e o resultado do trabalho não fugiu das expectativas. “Comprovamos a tese já pública de que há carências (de professores) nas escolas municipais de diversos tipos: por licença médica, licença maternidade… (são as carências temporárias). E as carências definitivas (por aposentadorias)”.

O relatório é do Sindicato – APEOC, tendo à frente no levantamento dos dados o professor Anízio Melo. Depois de visitar as escolas na blitz, o Sindicato – APEOC foi à Câmara Municipal de Fortaleza e repassou ao poder legislativo as denúncias recebidas pela entidade.

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