As centrais sindicais estiveram reunidas com o ministro Guido Mantega (da Fazenda) para discutir a desoneração da folha de pagamento dos patrões.

Nesta reunião, uma das propostas que foi colocada é a desoneração completa da folha de pagamentos, zerando a alíquota da contribuição previdenciária patronal, que hoje é de 20%.

Para compensar o rombo na Previdência, a intenção do governo é criar um imposto que incida sobre o faturamento das empresas.

As centrais sindicais reivindicam mudanças nas aposentadorias. Entre as solicitações, está o fim do fator previdenciário. O ministro disse que tem duas propostas para substituição do fator.

“Eu estou defendendo a substituição do fator pela (fixação) da idade mínima ou a fórmula 85/95. A proposta mais transparente é a da idade mínima”, afirmou Garibaldi Alves.

De acordo com o ministro, a questão do fator previdenciário será discutida em reunião que ocorrerá no próximo dia 2 de junho no Palácio do Planalto.

A proposta da Previdência para o fim do fator previdenciário é a fixação da idade mínima da aposentadoria em 65 anos e a adoção da fórmula 85/95.

Esse procedimento permite a aposentadoria integral quando a soma da idade com o tempo da contribuição previdenciária atinge 85 anos para as mulheres e 95 anos para os homens.

Além do fim do fator previdenciário, as centrais também reivindicaram um reajuste único para todos aposentados e pensionistas em relação ao salário mínimo.

Outra solicitação foi a manutenção da política de recuperação do salário mínimo até 2023.

Segundo o ministro, diante da complexidade das propostas, foi criado um grupo de trabalho para analisar o assunto. Uma reunião final para a apresentação das soluções das propostas foi marcada para o dia 21 de junho.