A professora Decilene Lima Rodrigues, do 2º ano da Escola de Ensino Fundamental Centro de Atendimento Integral à Criança/ Adolescente (Caic) Mário Felício Lopes, foi agredida fisicamente por um aluno de 11 anos. A professora conta que, na tentativa de intervir na briga de três estudantes, levou um soco no nariz. Tonta, ela chegou a cair em sala de aula. Mesmo acreditando que o diálogo e o amor podem mudar a situação”, ressalta a professora: “é preciso impor limites em sala de aula e algumas vezes punir para poder ser respeitada”.

Outros problemas nas escolas públicas: superlotação nas salas de aula e a depredação do patrimônio público. Em algumas salas que deveriam ter 35 alunos estão 45 e muitas carteiras são quebradas, banheiros, danificados e mesas riscadas.

De acordo com Lúcia Gomes, superintendente das Escolas da Rede Estadual de Ensino em Fortaleza, não há um projeto específico voltado para a violência nas escolas, mas programas que colaboram para amenizar o problema. Segundo ela, as escolas de Fortaleza recebem classificação: alta vulnerabilidade (áreas de alto risco), vulnerabilidade intermediaria (médio risco) e baixa vulnerabilidade (baixo risco).

Segundo Lúcia Gomes, um dos programas é o Escola Aberta, do Governo Federal, que visa proporcionar aos alunos da educação básica pública espaços alternativos, nos finais de semana, para o desenvolvimento de atividades de cultura, esporte, lazer, geração de renda, formação para a cidadania e ações educativas complementares. O outro é o Mais Educação, que promove ações sociais e educacionais em escolas e em outros espaços socioculturais.