O último censo da educação revela um dado preocupante: a diminuição drástica no número de estudantes ingressos nas licenciaturas e na pedagogia. Em muitas faculdades as vagas sobram. Um exemplo está na Universidade Federal de Goiás onde o número de inscritos no vestibular foi muito inferior ao número de vagas disponibilizadas. E porque isso acontece? Qual é o jovem que tem interesse em seguir uma carreira sem estímulo? Eles procuram cursos que garantam perspectivas de futuro, destacam as pesquisas.

Para atrair profissionais para o magistério é preciso que os salários sejam atraentes. A falta de interesse em ser professor ocorre principalmente em razão dos baixos salários e a pouca valorização social da carreira. A CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) e o Sindicato – APEOC defendem o piso salarial profissional nacional como um instrumento importante para ajudar a mudar esse quadro. Mas, lamentavelmente, existem governadores que tentam conseguir, na Justiça, o fim da exigência de que um terço das horas de trabalho seja reservado para atividades extraclasse, como preparação de aulas e correção de provas: alternativa que certamente contribui para a melhoria da qualidade da educação pública no país.

Outro fator que desestimula a carreira do magistério é a violência nas escolas. Alunos agredindo e ameaçando professores nas escolas é um fato cada vez mais comum e provoca medo. Uma outra questão que vale destacar é o financiamento. Como ter uma escola pública de qualidade sem investimentos? Hoje, o Brasil investe cerca de 4% do PIB (Produto Interno Bruto), que é o valor total de riqueza produzida pelo país, em Educação.

Garantir qualidade na educação significa, além de melhorar os salários de professores, investir maciçamente na formação destes profissionais e na construção de projetos que atendam as necessidades da escola.