Dos cerca de 34 mil servidores públicos da Prefeitura de Fortaleza na ativa, 12.997 pertencem a categorias atualmente em greve, um índice de 38%. Pelo menos três setores básicos foram afetados: educação, saúde e trânsito. Os professores, em greve há um mês, representam a maior quantidade de servidores, 9 mil. Agentes comunitários de saúde e sanitaristas – que, juntos, somam 3.259 – também paralisaram as atividades.

Ainda na área de saúde, os cerca de 150 motoristas-socorristas e auxiliares de enfermagem do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também entraram em greve, no último dia 20.

“O quadro é grave e a gente está convidando (os servidores) para a construção de uma greve geral (no Município)”, afirmou a presidente do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza.

Os Procuradores do Município, que paralisaram as atividades na terça-feira, decidiram dar até dia 5 para a prefeita Luizianne Lins implantar o Plano de Cargos, Carreiras e Salários. No caso dos professores, o sindicato estima que a adesão seja de 80%.