Milhares de professores da rede estadual de ensino ocuparam quarta-feira, 27/05, uma das pistas da Avenida Washington Soares, direção sertão/praia, defronte ao Palácio Iracema, sede do Governo do Estado. Os professores em estado de mobilização e de greve há quase um mês congestionaram o tráfego da Avenida Washington Soares, inclusive bloquearam o carro oficial do governador Cid Gomes, que foi estacionado e ele teve que percorrer, a pé, aproximadamente 300 metros até ao portão de acesso ao Palácio, sede do Governo.

Durante o percurso, o governador foi acompanhado pelos professores que gritavam palavras de ordem em defesa da pauta de reivindicações encaminhada pelo Sindicato – APEOC: implantação da progressão horizontal nas bases do atual plano de carreira; implantação do piso nacional de salário do Magistério; reformulação do atual Plano de Carreira do Magistério à Lei do Piso Nacional; reajustamento do piso nacional de 19,2%, em razão do valor aluno matriculado previsto pelo FUNDEB; regularidade no pagamento dos professores com contratos temporários; realização de concurso público; gestão democrática na escolar; e alimentação escolar no Ensino Médio.

Ao chegar ao Palácio Iracema, o governador concordou em receber uma comissão de professores, que, de imediato foi constituída de diretores do Sindicato – APEOC e de outras entidades de trabalhadores que apóiam os professores nesta luta por melhoria do ensino e dignidade salarial. Acompanharam a comissão de professores os deputados Nelson Martins, líder do governo, e Artur Bruno e os secretários da SEDUC, Izolda Cela e Maurício Holanda.

Na audiência, o governador ouviu as reivindicações da categoria e sinalizou criar uma comissão para negociar com a categoria a pauta já divulgada pelos professores, inclusive pelo site do Sindicato – APEOC, como fez questão de frisar o chefe do Poder Executivo. Disse ainda que, se os professores desejarem, ele participará da assembléia geral da categoria, programada para o dia 29/05, ontem, sexta-feira, no Ginásio Aécio de Borba, a fim de dialogar todos os itens das reivindicações. Nesta ocasião os representantes do Sindicato – APEOC incluíram na pauta mais três itens: suspensão do anunciado “pacote de medidas da educação” prometido para o próximo mês de julho; criação de uma comissão mista, governo – professores para negociar a reformulação do PCCS; e, garantia do governo de não pedir à Justiça a ilegalidade da greve.