Ninguém por aí ousa afirmar em tempos eleitorais que a Educação é algo sem importância, seja no Brasil ou em qualquer parte do globo, na Academia ou nas periferias de nossa Fortaleza de Assunção, ou mesmo outras Belas.

A prática e o discurso de nossos dirigentes se esmaecem quando confrontados pelos SPAECE, SAEB, e PISAS da vida, o certo é que estamos vivenciando um mundo bem complexo, e que as soluções não são tão fáceis assim. A política pública de nossos gestores poderia ser mais coerente para equalizar um percurso nesse labirinto, que é a educação escolar.  

Alguns, outrora, criticaram a função do Estado na formação do cidadão. Contudo, os teóricos dos anos 70 (todos sem exceção) passaram pelos bancos escolares. Não admira que a crítica atinente por uma sociedade sem escolas e sem Estado, é uma utopia. Carecemos de escolas de todos os tipos e matizes, com interesses pontuais, pois o Universo está em ebulição, mais uma vez sendo descentrado. E por que não suscitar novas formações que dêem conta de novas frentes pioneiras?

Tem-se que obviamente ser pensado em que tipo de Educação para uma nova humanidade que queremos e precisamos, para a formação do cidadão do século XXI, tendo em vista que estamos numa sociedade intensamente bombardeada de novos interesses e conhecimentos, seja no mundo do trabalho, seja no mundo da cultura e do entretenimento, ou ainda nos afazeres domésticos.

São, portanto, muitos os desafios posto ao lócus do educativo, nessa modernidade contemporânea (ou pós-modernidade) e inclusive para a prática educativa escolar, onde conseguimos juntar em uma mesma situação e ambiência a violência, o poder, os desatinos dos conhecimentos e amealha-lhos num único e destrutivo mundo.

Nesse contexto de crise civilizacional que hora aterroriza a qualquer pensador mediano, interrogamos ao bom senso de nossos lideres e governantes, o que se pede da escola e do educador em tempos de crise já não seriam, por si só, obstáculos quase que intransponíveis?

Ora, muitos companheiros que até pouco tempo militavam conosco, e faziam sentido estar em nossas lutas, em frentes de resistência contra o autoritarismo de certas posições clientelistas, parecem desconhecer porque lutávamos quando agora passaram a ser governo.

Queremos denunciar à sociedade fortalezense o caos que é o contrato por tempo determinado na vida das escolas e de seus alunos que tem por nome professores substitutos, o que contribui ainda mais para agravar as injustiças em nossas escolas, sejam elas do Estado ou dos Municípios.

Outrossim,  não desistimos de nossas esperanças, de fazer um mundo melhor, a começar pelo nosso local de trabalho. Pasmem: muitos de nós concursados-2009 somos substitutos em escolas do Estado ou da prefeitura, trabalhando em condições mínimas dentro de um contexto social que requer máximas em educação, uma nova civilização…

Conclamamos a todos os companheiros que lutam por uma educação de qualidade e que se encontram, de alguma forma vinculados e subjugados, a estes ditames políticos-administrativos que se façam presente em nossas reuniões do Movimento dos Professores Concursados-2009, em nossa Plenária no sindicato APEOC, dia 03/07 às 14:30 h.

Estamos mobilizados desde o dia 09/06 e já tivemos reunião no sindicato APEOC. Temos algumas atividades já planejadas. Engaje-se e lute por seus direitos!