Faleceu nesta sexta-feira, 28/11, em Fortaleza, vitima de AVC, Jaime Alencar de Oliveira, uma das maiores lideranças do sindicalismo moderno do Estado. Durante quatro décadas serviu, com perseverança, à causa da Educação na rede pública do ensino secundarista do Ceará. Presidiu o Sindicato APEOC e, como seu consultou técnico-ouvidor permaneceu até os últimos momentos de vida, na luta em defesa da Educação com qualidade e valorização profissional dos seus trabalhadores. Intransigente defensor público do piso nacional de salário dos profissionais da Educação Básica.

Ainda como estudante secundarista, no Liceu do Ceará, Jaime Alencar ingressou no Magistério, lecionando nas redes pública e particular de ensino. Com obstinação e competência de líder estudantil ascendeu, com expressiva votação entre os colegas liceistas, à presidência do Centro Liceal de Educação e Cultura – CLEC, o maior e mais prestigiado grêmio estudantil do Ceará. Foi graduado em Licenciatura e Bacharelato em Filosofia e Pedagogia. Pós-graduado em Planejamento do Ensino Superior, Administração Escolar e Avaliação do Ensino. No Magistério Superior, como professor de filosofia, lecionou na Universidade Estadual do Ceará, hoje, aposentado. Participou da fundação e planejamento da Faculdade de Filosofia de Iguatu e prestou elogiável assessoria pedagógica nos processos de credenciamento de escolas junto ao Conselho de Educação do Ceará, onde, recentemente, em 16 de junho/2008, assumiu, por indicação do governador do Estado, Cid Gomes, o cargo de conselheiro, membro das Câmaras de Educação Básica, Superior e Profissional do Conselho Educação do Ceará.

Jaime Alencar foi autor de coletâneas de resoluções do CEC e de obras sobre Educação nas Constituições, e, recentemente publicou livro sobre Fundef e piso salarial nacional do magistério na Educação Básica. Jaime Alencar deixa à posteridade um legado de cidadão-educador-sindicalista expresso nesta frase de sua autoria: “Sem Educação, não há cidadania”.