A situação do ensino médio é tão crítica que apenas 20% dos alunos cearenses conseguem ou entrar no ensino superior ou ingressar no mercado de trabalho. O dado é da Seduc. Como não tem competência legal para alterar o currículo (isso depende do Congresso Nacional), a Seduc tenta implementar três modelos alternativos. Um deles é o da semestralidade, onde a grade do curso é alterada a cada seis meses, com professores e matérias novas incluídas a cada reinício. Esse passa por testes desde janeiro de 2011 e hoje está em 93 escolas noturnas.

Outro é o currículo por pesos utilizado na Europa; e outro é o sistema semanal (similar ao da semestralidade, com três disciplinas trabalhadas a cada sete dias). Esses dois começam a ser aplicados em maio, em 12 escolas que atuam de manhã e à tarde. “Os problemas ainda são maiores no ensino noturno. Todo mundo quer mudança. Só que algumas exigem cortar na carne”, pontua Rogers Mendes. “Não é só a escola profissionalizante que vai atrair o jovem. Ele ter que interagir com colegas e professores para ser um ser ativo no processo”, acrescenta Anízio Melo. (BC)

Fonte: O Povo