Para garantir piso e carreira tem que acreditar, fortalecer, organizar e lutar!

A nossa vitória no STF para ser transformada em efetiva valorização salarial vai requerer de nós trabalhadores e trabalhadoras em educação cada vez mais compreensão da complexidade que permeiam a conjuntura política, social e econômica em nosso país e no mundo. O debate sobre a constitucionalidade do PISO NACIONAL do magistério levou ao centro do debate o papel do Estado e a sua forma de organização. Colocam frente a frente os interesses das unidades federativas em contraposição aos interesses e necessidades da União.

O Piso não era questionado apenas pelo impacto financeiro que traz aos governos municipais e estaduais, mas sim e principalmente pela suposta quebra do pacto federativo. Portanto, nossa vitória abriu um horizonte na jurisprudência e na política para a rediscussão da relação entre os entes da República do Brasil.

A consolidação de avanços na educação tem como âncora a valorização urgente e necessária de todos os profissionais da educação. A lei do Piso Nacional do Magistério conquistada de forma tenaz, competente, resistente e responsável pela CNTE/APEOC precisa ser completada com a aprovação do Plano Nacional de Educação no Congresso Nacional com a vertente de maior financiamento com controle social e a criação do Sistema Nacional Articulado de Educação, onde os recursos e a política pedagógica estejam atrelados a construção de um projeto de desenvolvimento inclusivo, com  distribuição de renda e conhecimento, soberano, com pluralidade e com sustentabilidade social e ambiental.

Essa síntese de análise de conjuntura tem pautado a estratégia de nossa entidade, que apesar de críticas setores neoconservadores e sectários,  vem construindo um plano de lutas que responda pela questão organizativa e pela efetivação de nossas reivindicações. Neste sentido, temos a preocupação de articular uma série de movimentos que apontem cada vez mais para a disputa da opinião pública, com o estabelecimento de relações com as entidades gerais e um diálogo direto pelo chão da escola através da eleição dos representantes sindicais por local de trabalho.

Não queremos cair na armadilha da banalização, judicialização ou criminalização da nossa luta. Temos força e coragem para enfrentar o vanguardismo desvairado e o conservadorismo imobilista que levam a categoria para o terreno do isolacionismo social que tanto os governos gostam.

Acreditamos sempre na força e garra de nossa valente e inteligente categoria, sabemos que o piso precisa ser efetivado nos planos de carreira, que o PNE precisa ser aprovado com maior financiamento e controle dos recursos.

Então é hora de juntar forças com a sociedade e exigir do Estado brasileiro o pagamento da dívida com a educação e seus trabalhadores.

Não vamos parar de lutar, mas de forma responsável, propositiva e com mobilização e articulação com a sociedade!

Nossa luta é de todos  e todas!

PLANO DE LUTAS E AGENDA – RESOLUÇÃO DA DIREÇÃO ESTADUAL DO SINDICATO APEOC

  • Foi aprovado na reunião por unaminidade na reunião da Direção Estadual do Sindicato APEOC do dia 30/4, com a participação dos representantes de todas as regionais (interior e capital), a estratégia, plano de lutas e agenda para continuidade de nossa Campanha Salarial 2011.
  • Como estratégia central está a organização de nossa categoria para enfrentamento ampliado e qualificado em defesa de políticas públicas que efetivem a valorização de todos os  profissionais da educação (funcionários, professores efetivos/temporários e aposentados). A deliberação é de aprofundar o processo vitorioso de visitas por local de trabalho na capital e principalmente, acumulando bagagem organizativa, política e de formação de nossa categoria.
  • Articular atos, seminários, bicicletadas, marchas e audiências públicas para fortalecer a luta pelo PNE, PISO E CARREIRA!
  • Fazer plenárias regionais para acumular discussão e propostas.
  • Ocupar espaço nos meios de comunicação locais, regionais, estaduais e  nacionais.